quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Anáfora




              Foto:tuzu

Anáfora

Absoluto pasmo que devora alma,
será que há razão da tua existência?
O fruto que alimenta teu princípio,
nasce no orvalho dentro desse peito.

Adágio indagado aos cônjuges,
uma sentença julgada pelo delírio.
Uma buscar da concórdia perante
O terror, nesse tipo único de tumor.

Lastimável dito rogado aos enamorados,
querer que devora todos os amantes,
correnteza do ignóbil valor da vida,
Da cronologia derradeira dos amantes.

Lapso de surpreender a identidade,
um mais que cara a cara.
De onde vem tua incrível malvadeza,
fazendo essa anáfora dessa maneira?


Autor:
Mauro Henrique Soares Aniceto 
(Minha Face Seu Retrato)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sede Humana








 
Sede Humana

Julgais que será julgado,
Negaste que será negado,
Amaldiçoaste que será amaldiçoado,
Amais que será amado,
As ações são elípticas
E não linear como pensamos.

O vale das sombras
É o nosso próprio pensamento
Que desenhas esses muros
Do lendário labirinto.

Não julgais sendo como certo ou errado,
Não interessa um dia o juiz será condenado.
A culpa é de todos aqui, ninguém se livrara.
A morte é a única certeza da vida.

O Sol já saiu por de traz da neblina
Mas estamos aqui com medo do frio
Enquanto isso a chaleira apita
Não é só mais um dia
Pode ser o ultimo dessa vida.

É a morte que está
Chegando de mansinha,
E não usará camisinha,
E nem brincará de casinha,
E não será boazinha.

Amais que será amado,
O amor pode não ser
A chave para sair
Desse tortuoso momento gargalhado.
Mas é um alento para a mente
Controla essa sede amargurada,
E não rasgue mais a carne humana.
Não chore por essa esmola
Pois no fim, navegaremos todos,
Nessa mesma barcarola enjaulada.

Mauro Henrique S.A

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Grãos






Grãos

Preciso para de me ver como quero
Necessito me enxergar por inteiro
Sem ter que olhar para um espelho.
Sentir-me completamente fora do roteiro.

A alma também sangra
Pois hoje eu sinto a sua dor
Suas lágrimas mancham o meu rosto
Com anedotas mais que insólitas.
Quais desses caminhos
Nos mantém no trilho?
Mas de todos, apenas um é válido
E é esse universo que quero tocar.


São tantos grãos,
Mas esses grãos são tão poucos,
Perto de quem tentamos ser
Que nos resta colher o que tem para comer.

Mauro Henrique Soares Aniceto
14/01/2014
  
Obrigado e desejo que a razão sempre seja o guia da sua fé!
#minhafaceseuretrato #PoesianaEstrada