quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Lividez



Encontro-me nesse exato momento
trancafiado no quarto.
Sem nenhum sentido aparente,
porém com uma insônia implacável.

A cafeína, um gole a mais
sempre me distrai.
No universo da madrugada
sempre um dúvida insuportável.


Lá fora o grito do mundo
trancafia meu pensamento,
como se não houvesse dor
com uma vontade intocável.

Sinto-me assim em algumas noites,
sempre que lembro
daquele momento que prende a todos,
com uma impiedade lastimável.

Mauro Henrique Soares Aniceto.
2007

sábado, 16 de outubro de 2010

Quintal






Quintal
É tudo meu, pai que me deu
as terras vão além do que
a vista pode alcançar,
ganhei de presente por ter nascido,
essa linda cidade chamada “BH”.

Modelada com bastante classe
por grandes escultores,
por todo seu extenso vale, Belo Horizonte
aclama muito mais que charme e beleza.

É tudo meu, Mãe que me deu
esta anedota dos meus antepassados,
que esmera vida ímpar entre conterrâneos.
E esse presente não tem nada demais,
além de ser minha linda cidade natal.

Sua postura chega até a espantar,
assim como tua virgindade que encanta,
com teu jeitinho de mineira moça,
ela dá pena aos que a difamam.

Os muros do meu quintal
é a Serra do Curral,
que além de cerca o meu terreno,
serve de mirante para ver a alvorada
e o por do sol.

Minha herança é essa capital,
que é filha dos mineiros,
de gente boa, que adora
broa e pão de queijo.
Mauro Henrique Soares Aniceto
1
Me desculpe pelos erros gramaticais e de português, estou aprendo a escrever!
Obrigado e desejo que a razão sempre seja o guia da sua fé!
#minhafaceseuretrato




quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pessoas



Pessoas, quem são elas?

Elas que são feitas de papeis,
Disfarces nas suas identidades.
Pessoas no seu ir e vim
Vivendo suas delongas,
Seus destinos de ser humanos.

Pessoas, felizes, sorridentes, pessoas?
Elas que tem seus próprios rostos,
Os mesmos retratos, são figurados !
Figuras carimbadas, caricaturas surreais!
Com o dever de ser quem são
Mostrando o que está escrito em sua mão.

Pessoas, tristes, infelizes, pessoas?
Elas que tem as suas próprias faces,
As mesmas sentenças, são condenadas!
As mesmas mazelas, são distraídas!
Construída pelo o seu próprio descaso do mundo
Iludidas a caminha o seu percurso.

Pessoas, quem são elas?
Elas que são cheias de paradigmas,
personalidades distintas entre elas.
Unidas pela própria sobrevivência,
Buscando sabe se lá ó quê para que...
Querendo crer que sabe viver !


Mauro Henrique Soares Aniceto
21/07/2010 "Vulgo poeta TuTu"