sábado, 10 de abril de 2010

Poeta Avulso



O poeta finge saber
o que não sabe.
O poeta é precavido,
é ávido sobre que fala.

O poeta rasteja por sua amada,
o poeta pensa,relata e desfaça
mas não se cala.
O mesmo é matraqueio.

O poeta tem medo,
teme que lhe falte palavra.
O poeta é malandro e ligeiro,
em um piscar de olhos:
te conquista por inteiro.

O poeta enaltece o que ama,
o poeta difama o que odeia,
mas ele nunca, se contagia.
O mesmo não “é o rei da cocada
preta.”

O poeta é assim quando
é o que quer ser,mas não é.
O poeta fica avulso no tempo,
vivendo mo mundo da imaginação.


Mauro Henrique Soares Aniceto

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vazio




De dentro para fora se vai o desejo,
consumado pela ausência do ser.
Hoje tenho no peito essa lacera,
esse destino traçado por mim.

Não encontrei o que procurava
fiquei perdido na contra mão.
Sinto um desejo de correr
todo o mundo em segundos.

Paro, sem saber qual é a regra,
será mesmo que ela existe?
Mas no momento, estou sem tempo,
para preencher essa lacuna.

Diante dessa passagem
fico sem saber o que fazer.
O melhor e deixar tudo em paz
e ver o sol nascer.

Mauro Henrique Soares Aniceto
03/12/2009

domingo, 21 de março de 2010

Depois de um sonho




Os raios do sol, entram pela fresta da janela
fazendo um rastro de luz na escuridão do quarto.
Parece trazer novas auras, a esse tempo,
trazendo as novas do dia lá fora.

Tudo demonstra harmonia nesse exato momento,
ouço os pássaros cantando lá fora.
Tal melodia envolve meu ser na sinfonia,
estão me chamando para ver o dia que me espera.


Só pode ser sorte,pois hoje, é domingo
não tem trabalho, nada de compromissos.
Só tenho que passar na casa dela,
pois, ela me espera com aquele belo sorriso!

Após um tempo, preciso de um terno novo,
o defunto esta pronto para ser velado,
também peço, que tragam as flores e as velas,
pois num piscar de olhos, o domingo se foi.

Mauro Henrique Soares Aniceto
14/12/2009