terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Vira Mundo









Mundo que gira sem para,
tempo que não fica sem passar,
vira tudo de perna para o ar
acabo sem o que falar.

Mundo que gira sem para,
leva é traz o Sol e a Lua,
vira noite e vira dia
acabo por me acostuma.

Mundo que gira sem para,
não tomei bebida no bar,
vira a garrafa para lá
acabo sempre a me embriagar.

Mundo que gira sem para,
que faz o balançar do mar,
vira de ponta cabeça,
eu acabo por me apaixonar.

Mauro Henrique Soares Aniceto.
15/12/2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Aquário






Aquário

Sou pedra sem pranto,
e não tolero traição entre amigos.
Sou unha sem carne,
inteiro sem metade,
simpático e humanitário.

Sou homem sem vaidade,
não sou eu bicho do mato
e pouco emocional.
Sou de cidade grande,
uma hora de Ouro Preto e algumas outras de beagá.

Sou ancora sem barco,
um tal poeta avulso ou filósofo de ar frívolo .
Sou cara sem coroa,
não me perco em noites triste cheio de baco.

Sou menino sem medo,
e não sou desligado, as vezes fico magoado.
Sou de lua como sabem, Uma hora do presente e algumas outras do passado.

Autor:
Mauro Henrique Soares Aniceto
(Minha Face Seu Retrato)2009.16.10

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Contatos:
 


O tempo é curto para tantas distrações, ou são muitas
distrações para pouco tempo?#minhafaceseuretrato
Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar, a beleza de ser
um eterno aprendiz”

Me desculpe pelos erros gramaticais e de português, estou aprendo a escrever!
Obrigado e desejo que a razão sempre seja o guia da sua fé!

sábado, 17 de outubro de 2009

Extinção

















Minha terra tinha palmeiras
onde cantava o sabiá.
De tanto desmatamento,
o pobre pássaro teve que mudar.

Nesse céu contemplava mais estrelas
nessas várzeas tinha mais amores,
nesses bosques tinha mais vida,
“nossas Vidas mais amores”.

Não é cismar meu, sozinho à noite.
Antes, mais prazer encontrava-se cá.
Minha terra tinha palmeiras
onde cantava o sabiá.

Minha terra tinha primores
que foram saqueados para lá.
Não é cismar meu sozinho à noite
Antes mais prazeres encontrava-se cá.
Minha terra tinha palmeiras
onde cantava o sabiá.

Não permita Deus, que o sabiá
morra sem lugar para cantar.
Sem que desfrute os primores
que um dia encontrou por cá.
Sei que ainda há palmeiras,
em outros cantos para ele gorjear.

Mauro Henrique Soares Aniceto 2007