sábado, 17 de outubro de 2009

Extinção

















Minha terra tinha palmeiras
onde cantava o sabiá.
De tanto desmatamento,
o pobre pássaro teve que mudar.

Nesse céu contemplava mais estrelas
nessas várzeas tinha mais amores,
nesses bosques tinha mais vida,
“nossas Vidas mais amores”.

Não é cismar meu, sozinho à noite.
Antes, mais prazer encontrava-se cá.
Minha terra tinha palmeiras
onde cantava o sabiá.

Minha terra tinha primores
que foram saqueados para lá.
Não é cismar meu sozinho à noite
Antes mais prazeres encontrava-se cá.
Minha terra tinha palmeiras
onde cantava o sabiá.

Não permita Deus, que o sabiá
morra sem lugar para cantar.
Sem que desfrute os primores
que um dia encontrou por cá.
Sei que ainda há palmeiras,
em outros cantos para ele gorjear.

Mauro Henrique Soares Aniceto 2007

domingo, 12 de julho de 2009

Cartão postal





















Mergulhado em um ponto alto,
deslumbro com o belo horizonte
em todo o meu redor.

sobre as belas montanhas
banhada por esse
mar de nuvens em Minas Gerais.

Encanto divino o que vejo
além de ter vários segredos
tem um charme peculiar.

exala um puro encanto
que fico a admirar
seu jeito de se "BH".

Cartão postal dos mineiros
mesmo sendo infiel, de onde
eu estiver, serei seu filho.

Pois nuca deixarei de ressaltar:
alegria de simples momento
e sentimentos de segundos eternos.

Mauro Henrique Aniceto
27/05/05

sábado, 4 de julho de 2009

Prosa dos Anjos
















Vou te amar até depois da morte
pois o amor verdadeiro nunca morre,
dizem os mensageiros entre Deus e os homens:
quem ama, amará eternamente.

Quando não te vejo, meus olhos
sangram lágrimas penosas de dor.
Meus sentimentos precisão ser rebelados
por prevenção de um distúrbio.

Vou te amar até quando for o dia
que o sol não nascer e nem a lua,
para iluminar a escuridão dessa Terra,
seria como chegasse o fim do meu mundo.

O amor que sinto é mais que posterior,
é vontade de ser e estar vivo,
“uma grave moléstia mental”
entre as passagens das quatro estações.

Vou te amar até sem querer
não repulsarei esse desejo verdadeiro.
Entenda que meu amor nunca morrerá,
no entanto, será sempre essa arma fatal.

Mauro Henrique Soares Aniceto.
08/09/05