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Leitura do poema "No meio do caminho"
Enviado em 23 de nov de 2010
Para marcar os 40 anos do poema "No meio do caminho", Carlos Drummond de Andrade publicou, em 1967, o livro Uma pedra no meio do caminho -- Biografia de um poema, no qual reuniu uma ampla seleção com o que foi dito sobre os famosos versos. O Instituto Moreira Salles lançou em 2010 uma nova edição do livro concebido pelo próprio Drummond, ampliada pelo também poeta Eucanaã Ferraz. Por ocasião do lançamento, o IMS produziu um vídeo com a leitura de "No meio do caminho" em vários idiomas.

Leituras por:

Eucanaã Ferraz (português)
Matthew Shirts (inglês)
Yael Steiner (hebráico)
Heloisa Jahn (dinamarquês)
Jean-Claude Bernardet (francês)
Pieter Tjabbes (holandês)
Davi Arrigucci Jr. (italiano)
Paulo Schiller e Mariana Schiller (húngaro)
Jana Binder (alemão)
Sidney Calheiros (latim)
Laura Hosiasson (espanhol)
Carlos Papa (tupi)
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    Poema de Sete Faces | Por Carlos Drummond de Andrade [HD 5.1]

    Publicado em 6 de jul de 2013
    Poema de Carlos Drummond de Andrade | Voz de Daniel Pissetti Machado
    http://www.facebook.com/tudosobreonada



    Poema de sete faces

    Quando nasci, um anjo torto
    desses que vivem na sombra
    disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

    As casas espiam os homens
    que correm atrás de mulheres.
    A tarde talvez fosse azul,
    não houvesse tantos desejos.

    O bonde passa cheio de pernas:
    pernas brancas pretas amarelas.
    Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
    Porém meus olhos
    não perguntam nada.

    O homem atrás do bigode
    é sério, simples e forte.
    Quase não conversa.
    Tem poucos, raros amigos
    o homem atrás dos óculos e do -bigode,

    Meu Deus, por que me abandonaste
    se sabias que eu não era Deus
    se sabias que eu era fraco.

    Mundo mundo vasto mundo,
    se eu me chamasse Raimundo
    seria uma rima, não seria uma solução.
    Mundo mundo vasto mundo,
    mais vasto é meu coração.

    Eu não devia te dizer
    mas essa lua
    mas esse conhaque
    botam a gente comovido como o diabo. De Alguma poesia (1930)

    Carlos Drummond de Andrade


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