segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Correnteza

Correnteza


Mais um tempo se vai embora,
Assim como uma folha se vai
Sobre as águas de um extenso rio,
Seguindo seu destino de me distrair.
Mais uma vez tenho que dar adeus,
Para os que ficam e os que se vão,
Sobre a linha não extensa como rio.
E com isso o dia da minha despedida se aproxima.
Mais uma vez me diverti e entristeci.
Assim como todo e qualquer um,
Sobre esse solo e mãe gentil chamado Brasil,
Seguindo a minha honra de ser de ser dessa terra.
Mais uma virada nos deixou vivo,
Para que possamos viver tudo de novo
Sobre nosso curto e extenso destino.
Mas nunca mais como era antes.
Nesses dias de janeiro eu me sinto assim:
Alegre e triste
Fraco e forte.
O verão é a estação da diversidade,
Sol e chuva e belos arco íris com o casamento da viúva.
A chuva lá fora salva essa pátria
É a garantia de prosperidade ao longo do ano.
Mas aqui dentro ela deixa esse niilismo.
Essa razão do terceiro excluído.
Esse falta do estimulo,
É só o reflexo da minha linha do tempo,
Que me deixa assim tão impotente.
Deve ser cisma meu nesse fim de tarde,
Que me faz querer o néctar da flor, como o beija-flor!
Como minha cabeça hoje está de pernas para o ar,
É tudo um complexo de alimentar ego.
No entanto, não quero me entregar
Às vezes só quero ser diferente do que sou,
Não queria mesmo é sair desse estado que estou.
O amor que sinto pela minha vida não é narcisismo.
Os caminhos até aqui já caminhados,
Nesse tempo e espaço.
As regras que eu mesmo escolhi:
Impedem-me de ir dançar ao som da chuva.
Não me entenda errado.
Não estou me fazendo de coitado.
Estou só dizendo que sou refém das minhas afetações,
Fico acorrentado pelas minhas emoções.
Por esse motivo essa fadiga.
Mas tudo se deve a essa paixão que eu sinto,
Por esse mundo e pela minha vida e pessoa que amo.
Tudo parte de uma noética lírica.



Autor:
Mauro Henrique Soares Aniceto 
(Minha Face Seu Retrato)

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