sábado, 15 de outubro de 2016

Aqui Jaz



Aqui Jaz


Quando imaginaria que ele viria
Que o tempo passaria e a pupila dilataria
Que o sol nasceria e depois morreria
Quando, mas quando isso aconteceria?

O tempo passou e o ferro se corroeu,
A pele se enrugou e o velho chegou
Aquele jovem o tempo levou.


A maresia consumiu o aço,
O tabaco enforcou o pulmão no braço.
O pião caiu de joelho no laço
A juventude se foi com o Baco.

 Aqui jaz
O cadáver daquele habitador,
Que viveu como um alienado
Deixando aqui, todo seu sonho algemado.



Mauro Henrique S.A

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