terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sede Humana








 
Sede Humana

Julgais que será julgado,
Negaste que será negado,
Amaldiçoaste que será amaldiçoado,
Amais que será amado,
As ações são elípticas
E não linear como pensamos.

O vale das sombras
É o nosso próprio pensamento
Que desenhas esses muros
Do lendário labirinto.

Não julgais sendo como certo ou errado,
Não interessa um dia o juiz será condenado.
A culpa é de todos aqui, ninguém se livrara.
A morte é a única certeza da vida.

O Sol já saiu por de traz da neblina
Mas estamos aqui com medo do frio
Enquanto isso a chaleira apita
Não é só mais um dia
Pode ser o ultimo dessa vida.

É a morte que está
Chegando de mansinha,
E não usará camisinha,
E nem brincará de casinha,
E não será boazinha.

Amais que será amado,
O amor pode não ser
A chave para sair
Desse tortuoso momento gargalhado.
Mas é um alento para a mente
Controla essa sede amargurada,
E não rasgue mais a carne humana.
Não chore por essa esmola
Pois no fim, navegaremos todos,
Nessa mesma barcarola enjaulada.

Mauro Henrique S.A

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