sábado, 10 de abril de 2010

Poeta Avulso



O poeta finge saber
o que não sabe.
O poeta é precavido,
é ávido sobre que fala.

O poeta rasteja por sua amada,
o poeta pensa,relata e desfaça
mas não se cala.
O mesmo é matraqueio.

O poeta tem medo,
teme que lhe falte palavra.
O poeta é malandro e ligeiro,
em um piscar de olhos:
te conquista por inteiro.

O poeta enaltece o que ama,
o poeta difama o que odeia,
mas ele nunca, se contagia.
O mesmo não “é o rei da cocada
preta.”

O poeta é assim quando
é o que quer ser,mas não é.
O poeta fica avulso no tempo,
vivendo mo mundo da imaginação.


Mauro Henrique Soares Aniceto

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vazio




De dentro para fora se vai o desejo,
consumado pela ausência do ser.
Hoje tenho no peito essa lacera,
esse destino traçado por mim.

Não encontrei o que procurava
fiquei perdido na contra mão.
Sinto um desejo de correr
todo o mundo em segundos.

Paro, sem saber qual é a regra,
será mesmo que ela existe?
Mas no momento, estou sem tempo,
para preencher essa lacuna.

Diante dessa passagem
fico sem saber o que fazer.
O melhor e deixar tudo em paz
e ver o sol nascer.

Mauro Henrique Soares Aniceto
03/12/2009