sábado, 17 de outubro de 2009

Extinção

















Minha terra tinha palmeiras
onde cantava o sabiá.
De tanto desmatamento,
o pobre pássaro teve que mudar.

Nesse céu contemplava mais estrelas
nessas várzeas tinha mais amores,
nesses bosques tinha mais vida,
“nossas Vidas mais amores”.

Não é cismar meu, sozinho à noite.
Antes, mais prazer encontrava-se cá.
Minha terra tinha palmeiras
onde cantava o sabiá.

Minha terra tinha primores
que foram saqueados para lá.
Não é cismar meu sozinho à noite
Antes mais prazeres encontrava-se cá.
Minha terra tinha palmeiras
onde cantava o sabiá.

Não permita Deus, que o sabiá
morra sem lugar para cantar.
Sem que desfrute os primores
que um dia encontrou por cá.
Sei que ainda há palmeiras,
em outros cantos para ele gorjear.

Mauro Henrique Soares Aniceto 2007

2 comentários:

  1. Eu sei que enquanto houver uma árvore, em qualquer bom terreiro que for, o seu sabiá continuará a cantar.


    As palmeiram podem ter sido arrancadas, mas ainda sim existem árvores.


    As estrelas não sumiram do céu. Foi brilho da luz que as ofuscou. Apague a luz e as verá novamente...


    Muito bom o texto cara! Eu espero ansioso pelo livro! Abraço!

    -by Purunan!

    ResponderExcluir
  2. Eu quero q seu livro sai logoo!!!
    Eu quero um!!!
    Vc é fodaaa!!!!
    Bjãoooooo, Duracell

    ResponderExcluir

O tempo é curto para tantas administrações, ou são muitas
administrações para pouco tempo? Não deixe nada que de para ser feito no agora para depois. Escolha ser feliz! #minhafaceseuretrato